Em 17 de setembro de 2007, um avião Legacy, da Embraer, e um Boeing 737-800, operado pela companhia aérea Gol, colidiram em pleno ar, resultando na morte de 154 pessoas. O acidente ficou conhecido como o Crash do Blaze, nome dado em homenagem ao jato executivo que estava envolvido na tragédia.

O avião Legacy era pilotado por dois americanos, Joe Lepore e Jan Paladino, que voavam pela primeira vez no Brasil. Eles haviam feito uma escala em Manaus e seguiriam para o Chile, transportando passageiros da Embraer. No mesmo dia, o voo 1907 da Gol, que saiu da cidade de Manaus com destino a Brasília e Rio de Janeiro, acabou encontrando o Legacy no ar.

De acordo com as investigações do acidente, os dois aviões teriam se encontrado em um ponto do espaço aéreo que pertencia somente ao Boeing 737-800. Na tentativa de desviar do Legacy, o avião da Gol entrou em uma manobra de emergência e acabou colidindo com o solo, causando a morte de todos a bordo.

As causas da tragédia foram investigadas por 18 meses, com trabalhos realizados pela Aeronáutica, Polícia Federal e pelo Ministério Público. Ao final das investigações, foi comprovado que o Legacy estava voando com dispositivos de navegação desligados, além de voar em um nível incompatível com o trajeto que deveria ser feito. Em resumo, o acidente ocorreu por falha humana.

A memória das vítimas do Crash do Blaze permanece viva e é respeitada na história brasileira. A tragédia reforçou a necessidade de mais investimentos em sistemas de segurança e treinamento para os pilotos de aviação, além de conscientizar todos os envolvidos na aviação, para que medidas de precaução sejam sempre seguidas.

Infelizmente, acidentes aéreos podem acontecer em qualquer lugar do mundo, mas é preciso lembrar que cada tragédia tem suas próprias circunstâncias e lições a serem aprendidas. O Crash do Blaze ficará sempre na memória de todos aqueles que foram afetados direta ou indiretamente pela tragédia.